Vestir-te-ei sem vestes e sem deixar vestígios, cobrindo tua
virilha com couro e veludo.
Vestir-te-ei em véu e me assumo réu, condenado à vida viver
por ti.
Vestir-te-ei em véu, véu que fará a via de volta a casa ser
a via de volta ao afago ansiado.
Não me vista de vingança, nem de buscas vãs, mas
vestir-me-ei, se assim permitir, do teu doce veneno e teu forte gênio de
escorpião.
Voar irei à taça de vinho e no salgadinho visto na mesa
posta e um visto de aprovação do paladar e da visão do teu pouco vestuário.
E se o estômago não está mais vazio me faço vestiário teu
sem roupa pra trocar, despir-te-ei, despejar-te-ei um vômito de ágape.
E se a alma não está mais vazia me faço volúvel, veloz,
viril e volto voando a cama e você nem chama pra que eu acenda a chama que nem
a casa de Brahma me traz a serenidade que me vem quando estou com você.
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