Emana luz branca em meio à noite escura, exuberante, a lua, se estende à altura, a altura de uma baixa estatura e uma beleza que não se contém em tal corpo celeste, nenhum outro cenário me traz tal esplendor, o mar, o rio ou as rosas campestres, nem a mata, nem o pico, nem pica-flor, apenas a lua, encravada um dragão, que em sua dimensão faz tocar melodia em meio o silêncio noturno, no deserto propício ao gatuno, apenas a lua trás conforto, e me faz atracar como um porto, um verdadeiro porto seguro no qual me seguro forte sem largar e me perco quando imponho a ela meu olhar.
Se há um cupido este é a lua, a lua dos apaixonados que como se tivesse optado trazer aos outros companhia antes de lembrar de si, em sua pobre solidão, muitos namoram a lua, mas quantos o fazem sãos? Sãos o suficiente ao ponto de não deixa-la no próximo encontro, no próximo ponto e fazer disso desaponto.
A lua e seu poder de influenciar o mundo e até os mais céticos acreditam no fundo, a velha lua é lua nova, é a lua que faz a desova, a lua é crescente de uma beleza ascendente e quando mais bela a lua é cheia e quantas pessoas vão à praia e sentam na areia, dá brilho ao ruivo e faz soar o uivo e quando minguante a lua sorri, sorri pra si mesma conformada em solidão, mas ainda assim eu olhava pra lua, ou quando sem nuvens, completamente nua e ainda sem luar eu saía a sua procura e ao olhar pra mim o céu mandou a chuva selando o nosso amor, e confundindo-se com os pingos da chuva meu olho chora, muitos namoram a lua, mas só um a lua namora.
Nenhum comentário:
Postar um comentário