terça-feira, 16 de abril de 2013
Consentimento, com sentimento.
Nós e essa mania de tentar provar
Que dois corpos podem ocupar o mesmo lugar
No espaço, em um espaço só nosso
Num espaço infinito de tempo
Desprezando o ócio e nada fazendo
Nós e nossa maneira de quebrar as leis da física
Em atividades biológicas que abusam de química
Nada existe, nem gravidade, nem estatística
Nem ênclises, próclises, só a íntima
Interpretada de provocações cínicas
Nosso português bem rebuscado
Torna-se onomatopéias de prazer
No nosso silêncio é bem interpretado
E nos diz exatamente o que fazer
E nesse português bem falado
‘Te amo’ é o que falo de errado
Hitler, Dom Pedro, Napoleão
Cleópatra, Aquiles, Roma e sua nação
Se acha realmente que eles fizeram história
Veja bem a que eu vou começar agora
Não como as de Monteiro Lobato
Minha história é contigo ao meu lado
Descobri que um mais um pode ser um
Desde que você compartilhou um único mundo comigo
Minha vida tem somado, não sei mais o que é ter subtraído
Minha felicidade tem crescido numa progressão aritmética
E o tamanho do meu sorriso já não cabe em fita métrica
Nossa literatura esbanjando sentimento
Não tem hora, nem lugar, se faz a qualquer momento
A cultura se mostra na arte de nos deixar vermelhos
E são teus olhos que eu vejo ao me olhar no espelho
Nosso olhar faz calar a poesia que se faz pelo falar
Cometas, asteróides e órbitas
O espaço extenso que se expande mundo a fora
Em meio tantos lugares, era lá que estávamos na mesma hora
E me impressiono com o que já não era de se admirar
Quando a lua se confundiu com teu olhar.
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Que bacana Victor!!
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