sexta-feira, 8 de julho de 2011

Boa noite.

Não consigo dormir, droga.
Lençol retira, coloca, enrola,
Sinto-me boxeador sem luva,
Travesseiro, meu saco de pancada,
Algo pra enrolar a fome na geladeira,
Minto pra minha mãe: - Por quê estás acordado?
E eu respondo: - Não é nada, besteira.
E por que isso tudo?
Acho que ainda não digeri bem o montante de coisas que me rodeiam,
Acho que perdi o descanso da noite que me corteja,
Daqui a exatas duas horas e quarenta minutos meu despertador me chama ao trabalho,
Mas ele não vai ter muito trabalho ao me chamar,
Maldita sexta-feira oito, trocaria por mil trezes.
Boa noite!

Nenhum comentário:

Postar um comentário